Eu e meu pai a encontramos na esquina da Rua Constante Ramos, em Copacabana. Tinha aproximadamente 60 anos, estava numa cadeira de rodas, perdida no meio da multidão.
Meu pai ofereceu-se para ajudá-la. Ela aceitou, pedindo que a levássemos até a Rua Santa Clara.
Alguns sacos plásticos presos na cadeira de rodas. No caminho, nos contou que aqueles eram todos os seus pertences. Dormia sob as marquises, e vivia da caridade alheia.
Chegamos ao lugar indicado; ali estavam reunidos outros mendigos.
A mulher tirou de um dos sacos plásticos dois pacotes de leite longa-vida, e distribuiu para o grupo.
“Fazem caridade comigo, preciso fazer caridade com os outros”, foi seu comentário.
Engolimos aquela cena e viemos embora. No caminho vim pensando: Precisamos ter algum bem para fazer uma caridade? Muitas vezes o simples fato de você dar atenção a essas pessoas ja é o bastante para elas, você pode dar um aperto de mão e dizer palavras bonitas. Há muitos tipos de caridade e muitas pessoas precisando de sua caridade. Seja caridoso e carinhoso!
Abraço à todos.
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